Fome: definição, variantes e estratégias para a controlar após cirurgia bariátrica e metabólica
- Dr. André Costa Pinho
- 3 de dez. de 2025
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A fome após cirurgia bariátrica e metabólica pode ser sentida de forma diferente, sempre influenciada por fatores físicos, hormonais e emocionais. Em termos simples, a fome é o sinal biológico que o corpo envia quando necessita de energia. Contudo, depois da cirurgia, o organismo passa por alterações profundas que podem modificar a forma como estes sinais são percebidos.
Existem variantes de fome que se tornam mais evidentes nesta fase. A fome física, que surge de forma gradual e é aliviada com pequenas quantidades de alimento, tende a diminuir devido à redução do estômago e às alterações hormonais. Já a fome emocional pode intensificar-se, manifestando-se em momentos de stress, ansiedade ou tédio. Há ainda a chamada fome aprendida, associada a hábitos antigos e rotinas automáticas, que podem persistir mesmo sem necessidade fisiológica.
Controlar estes diferentes tipos de fome exige estratégias conscientes e consistentes. Uma das mais eficazes é manter uma alimentação fracionada, com pequenas refeições ao longo do dia, evitando longos períodos sem comer. O consumo adequado de proteína ajuda a prolongar a saciedade, enquanto a hidratação regular contribui para reduzir episódios de fome muitas vezes confundida com sede. Estratégias comportamentais, como identificar gatilhos emocionais e praticar técnicas de respiração ou pausas conscientes, também podem ser determinantes.
Por fim, o acompanhamento regular com a equipa multidisciplinar — incluindo nutricionista e psicólogo — é essencial. A gestão da fome após a cirurgia não é apenas uma questão física, mas um processo de adaptação que requer suporte, compreensão e práticas consistentes que reforcem os novos hábitos.









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