Os problemas que o tabaco causa após cirurgia bariátrica e metabólica
- 25 de fev.
- 2 min de leitura
O consumo de tabaco é um dos maiores inimigos do sucesso de uma cirurgia bariátrica e metabólica. Fumar após o procedimento não é apenas um hábito pouco saudável; é um fator de risco direto para complicações graves e potencialmente fatais.
As Complicações Mais Graves
O tabaco compromete a circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos, o que é crítico para quem fez uma cirurgia bariátrica e metabólica. Pode levar ao aparecimento de:
Úlceras Marginais: O risco de desenvolver úlceras na zona da junção do estômago (anastomose) é dramaticamente superior em fumadores. Estas úlceras podem causar dor crónica, hemorragias e perfurações.
Dificuldade na Cicatrização: A nicotina causa vasoconstrição, impedindo que os nutrientes e o oxigénio cheguem às suturas, aumentando o risco de fístulas (fugas) internas e mau resultados estéticos das cicatrizes da pele.
Tromboses e Embolias: O risco de formação de coágulos sanguíneos (Trombose Venosa Profunda ou Embolia Pulmonar) está aumentada em pacientes fumadores no pós-operatório.
Um Obstáculo aos Resultados
Além dos riscos cirúrgicos, o tabaco prejudica a absorção de vitaminas essenciais e acelera o envelhecimento da pele, agravando o aspeto da flacidez resultante da perda de peso. Também limita o acesso às cirurgias plásticas reparadoras, já que a maioria dos cirurgiões plásticos recusam realizar essas cirurgias em doentes fumadores devido ao impacto na cicatrização da pele.
Em conclusão, deixar de fumar é importante para garantir a segurança e maximizar os resultados da cirurgia bariátrica e metabólica. Combinar a perda de peso com o abandono do tabaco representa uma transformação radical, trazendo mais saúde, energia e qualidade de vida. É mais do que perder peso — é começar uma nova vida.




Comentários