Cirurgia Bariátrica ou Medicamentos Injetáveis? – vantagens e desafios
- Dr. André Costa Pinho
- 27 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Nos últimos anos, o tratamento da obesidade evoluiu significativamente. A cirurgia bariátrica, há muito reconhecida como uma solução eficaz, começa agora a partilhar o protagonismo com medicamentos injetáveis como o Ozempic® (semaglutido) ou o Mounjaro® (tirzepatida). Ambos os caminhos têm vantagens — e desafios — a considerar.
A cirurgia bariátrica oferece uma perda de peso mais acentuada e sustentada, sendo particularmente eficaz em casos de obesidade grave ou quando existem comorbilidades severas como a diabetes, apneia do sono, patologia osteoarticular ou esteatose hepática. É o tratamento mais definitivo para várias dessas condições. Contudo, apesar de ser uma cirurgia minimamente invasiva, tem riscos cirúrgicos associados, exige um período de recuperação que envolve dieta líquida nas primeiras semanas e a toma de vitaminas. Requer um acompanhamento médico especializado e compromisso para toda a vida.
Por outro lado, os medicamentos como o Ozempic® e o Mounjaro® representam uma abordagem menos invasiva. São administrados por injeção subcutânea semanal e ajudam a controlar o apetite e os níveis de glicemia. Têm mostrado resultados promissores, com perdas de peso relevantes em muitos pacientes. No entanto, os efeitos são geralmente reversíveis: ao interromper o tratamento, é comum recuperar o peso. Além disso, podem provocar efeitos secundários como náuseas, problemas gastrointestinais e, em alguns casos, não são bem tolerados. Existem também desafios relacionados com os custos e acessibilidade.
A escolha entre cirurgia e medicação deve ser individualizada, baseada no perfil clínico, preferências e objetivos do paciente. Em certos casos, as abordagens podem até ser complementares. O mais importante é encarar o tratamento da obesidade como uma jornada a longo prazo, com apoio médico contínuo e um compromisso sério com a saúde e o bem-estar.









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